Arrumo lugares no meu coração, carrego você na alma, te falo silenciosamente  sobre as canções que não teve tempo de ouvir, os livros que não leu, as ruas que não viram seus pés, partilho a vida nessa comunhão silenciosa, te levando para os lugares onde vou, carregando você no coração,meu jeito de ajeitar a vida...

 (Teresa Gouvêa)

Um Palhaço na Boca do Vulcão
 
 
Nando Bolognesi (Esclerose Múltipla)
 
 

(Sinopse) Com os diplomas de Economia da USP e História na PUC, Nando Bolognesi partiu para um ano na Europa em 1990. Tinha 21 anos. Em Londres, trabalhava para um Indiano a quem admirava a sabedoria e nos fins de semana ia jogar futebol na quadra de uma escola. Jogou bem pior do que costumava. Já na Holanda, foi viajar de bicicleta e a perna direita não firmava. A solução foi amarrar o pé ao pedal, o que resultou em repetidos tombos. Passados alguns meses, já decidido a se tornar ator, fazia um estágio na FIAT, em Turim, quando percebeu ter perdido a força em uma das mãos. É diagnosticado com Esclerose Múltipla, uma doença neurológica inflamatória e autoimune, com um impacto em sua vida cuja dimensão ele vai percebendo aos poucos. De volta ao Brasil, Bolognesi cursa a Escola de Arte Dramática da USP. Atua em teatro e cinema. Especializa-se na linguagem do clown e se transforma no palhaço Comendador Nelson, fazendo parte dos grupos Doutores da Alegria, Jogando no Quintal e criando o Fantásticos Frenéticos. Neste livro, as lembranças da infância se mesclam com o cotidiano do adulto. A nova realidade que se impõe, a perda acentuada da coordenação e força das pernas que o obriga a usar uma bengala, o fantasma da incontinência urinária decorrente da doença, são tratados de maneira serena e sóbria, sem perder a graça e a leveza no texto. Os tratamentos não ortodoxos (como o chá de um índio), o encontro com a companheira, o transplante de medula e a chegada do filho são cores que avivam o mosaico dessa autobiografia reflexiva do artista. 

 
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