Arrumo lugares no meu coração, carrego você na alma, te falo silenciosamente  sobre as canções que não teve tempo de ouvir, os livros que não leu, as ruas que não viram seus pés, partilho a vida nessa comunhão silenciosa, te levando para os lugares onde vou, carregando você no coração,meu jeito de ajeitar a vida...

 (Teresa Gouvêa)

Pulmão de Aço
 
 
Eliana Zagui (Adoecimento)
 
 

(Sinopse) O que você faria se sofresse de paralisia do pescoço para baixo desde a infância, morasse em um hospital e visse seus pais no máximo duas vezes por ano? E se durante muito tempo seu único contato com o mundo exterior fosse por meio de um aparelho de TV? Como reagiria caso ouvisse os médicos que cuidam de você dizer que não sobreviveria à adolescência? Muitos iriam se entregar. Eliana Zagui decidiu viver.
Vítima de poliomielite por volta dos dois anos de idade, Eliana chegou ao Hospital das Clínicas de São Paulo em janeiro de 1976. Depois de dois dias vagando em busca de um diagnóstico em hospitais do interior, seus pais ouviram que a menina contraíra paralisia e tinha pouco tempo de vida. Sem recursos, foram salvos pela dedicação de uma enfermeira e pela carona de um fazendeiro generoso.
A viagem até São Paulo, feita às pressas, foi incapaz de compensar o tempo perdido. O vírus da pólio havia comprometido a musculatura de Eliana do pescoço aos pés. O diafragma também fora afetado. Ela foi levada ao pulmão de aço, máquina que exerce pressão negativa sobre o tórax para facilitar a respiração. O resultado, insatisfatório, condenou Eliana a usar o respirador artificial para sempre. A UTI do Instituto de Ortopedia e Traumatologia tornou-se sua casa desde então. 

 
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