“Meu nome é Luciana da Silva Costa Lima, tenho 43 anos e venho compartilhar um pouco da história do meu filho, Igor Oliveira Lima Filho, que faleceu aos dezesseis anos, em 05 de janeiro de 2021.

“Igor era um menino muito amado, alegre, cheio de sonhos e vontade de viver. Gostava muito de futebol e sonhava em vencer na vida através dele.”
Igor era um menino muito amado, alegre, cheio de sonhos e vontade de viver. Tinha um coração enorme, era querido por todos ao seu redor e deixava sua presença marcada por onde passava. Gostava muito de futebol, era apaixonado pelo esporte e sonhava em vencer na vida através dele. Sempre sorridente, carinhoso e cheio de energia, tinha uma luz muito especial.

“Igor foi à praia com alguns amigos, infelizmente, meu filho foi atingido por uma bala perdida durante uma situação de violência na praia.”
No dia da sua partida, Igor foi à praia com alguns amigos e estava em um dos lugares que ele mais amava estar, infelizmente, meu filho foi atingido por uma bala perdida durante uma situação de violência na praia. Alguns bandidos foram atrás de um traficante que também estava no local, e Igor acabou sendo atingido no meio daquela tragédia. Em poucos segundos, nossa vida mudou completamente.

“Existem dias em que a saudade sufoca, dias em que o silêncio pesa e em que a ausência dele parece ainda mais difícil de aceitar.”
Perder um filho é uma dor impossível de explicar, é como entrar em um buraco profundo, escuro, onde parece não existir saída. O luto transforma tudo dentro da gente. Existem dias em que a saudade sufoca, dias em que o silêncio pesa e em que a ausência dele parece ainda mais difícil de aceitar.
Por muito tempo, eu me perguntava como conseguiria continuar vivendo depois de uma perda tão cruel, aos poucos, fui aprendendo a ressignificar essa dor através do amor imenso que sinto por Iguinho. Procuro lembrar dele com alegria, do sorriso lindo que carregava, da vontade de viver, dos sonhos que tinha e da forma generosa como tratava as pessoas.

“A saudade nunca passa. Aprendemos apenas a caminhar com ela.”
O que mais me ajudou a continuar foram meus outros filhos, que sempre estiveram ao meu lado me apoiando e me dando forças para seguir em frente. O apoio da minha família também foi essencial para que eu não desistisse de mim mesma, além disso, ocupar minha mente, conviver em outros ambientes e buscar novos caminhos me ajudaram a respirar novamente, mesmo carregando essa saudade todos os dias.
A saudade nunca passa. Aprendemos apenas a caminhar com ela. Hoje, tento transformar minha dor em amor e memória, para que a história de Iguinho continue viva. Meu filho foi, e sempre será, um menino especial, amado e inesquecível.

“Meu filho vive em mim todos os dias, no amor que ficou, na dor que ensina e na lembrança eterna de quem sempre será meu filho.”
Como o tempo passa rápido e, ao mesmo tempo, como tudo mudou de forma tão profunda. A vida deu uma reviravolta que jamais imaginei, e aprendi a seguir carregando uma saudade grande, que não diminui — só se transforma.
Meu filho vive em mim todos os dias, no amor que ficou, na dor que ensina e na lembrança eterna de quem sempre será meu filho e, mesmo com o tempo passando, ainda é difícil entender o silêncio que ficou, tem dias em que fecho os olhos e ainda ouço sua risada ecoando pela casa, sinto o calor do seu abraço, o brilho dos seus olhos, o jeito leve com que você tornava tudo mais bonito.

“Sempre seremos um só coração em dois mundos.”
Nada prepara uma mãe para a ausência de um filho, mas, de alguma forma, eu aprendi que o amor não acaba — ele se transforma. Você continua vivo em cada lembrança, em cada gesto meu, em cada pôr do sol que me faz lembrar o seu sorriso. Sempre seremos um só coração em dois mundos.”
(Autoria: Luciana Lima)
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