Minha filha, te amo, eternamente…

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Uma família. Uma mãe, um pai, duas filhas. Juliane e o caminho da despedida da filha. Juliane e o amor pela filha. O conforto na fé e na compreensão de Leticia sobre a própria partida - “Filha, porque com você?” E ela imediatamente me respondeu: “Mãe, e porque não comigo?”. Algumas coisas não são retiráveis nesse amor imenso – a fé, o sorriso, a generosidade com o próximo – Leticia fica em tudo que ofereceu, Leticia fica nas borboletas e no amor que se transforma. Assim é, assim será, para sempre.

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“Gostava muito de ajudar o próximo. Dona de um sorriso deslumbrante, sorriso esse que todos diziam transmitir paz e amor.”

Compartilho com vocês a saudade que sinto da minha filha, Letícia Fraga, que partiu para o céu em 02/10/21, aos dezesseis anos, em função de um tumor Sarcoma de Ewing. Para nós, precocemente mas, para Deus, no seu tempo.

Compartilho, também, a gratidão a Deus por ter me escolhido como sua mãe, que privilégio ser mãe de Letícia, que presente Deus me deu, foram 16 anos e 11 meses de muito amor, cumplicidade, alegrias e, também, tristeza.

Letícia era uma menina doce, inteligentíssima, de coração puro. Gostava muito de ajudar o próximo. Dona de um sorriso deslumbrante, sorriso esse que todos diziam transmitir paz e amor.

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“Como mãe, eu a sentia diferente… parecia um anjo. Algumas vezes me perguntava, seria um anjo que Deus nos enviou?! Hoje não tenho dúvidas…”

Minha filha me ensinou a amar o próximo, sem esperar nada em troca. Perto dela só sentíamos amor puro. Não tinha uma só pessoa que não a amasse e isso não é exagero de mãe. Ela era diferente. Acredito que a missão dela foi cumprida de uma forma linda e especial. Viveu intensamente cada momento nesta vida terrena, nos amamos muito dia após dia, eu, ela, o pai, a irmãzinha, a família e os amigos.

Como mãe, eu a sentia diferente… parecia um anjo. Algumas vezes me perguntava, seria um anjo que Deus nos enviou?! Hoje não tenho dúvidas…

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“Penso nela todos os dias, ao acordar e ao deitar, mas sinto muita paz no coração. Não sinto desespero, graças a Deus.”

Letícia, na descoberta da doença, nunca se questionou, nem permitiu que nós, pais, questionássemos. Ela dizia que precisávamos ter fé e esperança, que Deus sabia de todas as coisas. Lembro-me que ao conversar com ela, eu perguntei: – “Filha, porque com você?” E ela imediatamente me respondeu: “Mãe, e porque não comigo?”

Os meus dias sem a presença física de Letícia tem sido um aprendizado e uma evolução. Penso nela todos os dias, ao acordar e ao deitar, mas sinto muita paz no coração. Não sinto desespero, graças a Deus.

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“A saudade tornou-se um sentimento leve, de boas lembranças, como pode né?! Mas pode, com a força de Deus, sem ele nada disso seria possível e, também, por ter a certeza de dever cumprido…”

É de não acreditar a fortaleza que me tornei, às vezes, fico me perguntando como existe alguém que não acredita em Deus?! Para uma mãe, que vê sua filha partir, não entrar em desespero é difícil, é “uma dor que não tem nome”. Isso só tem uma resposta: o amor de Deus por nós, que nos abraça e fortalece nos momentos difíceis. Confesso, que orei, orei, orei sem cessar pela cura da minha filha, mas entendi que a vontade de Deus era tê-la ao seu lado.

A saudade tornou-se um sentimento leve, de boas lembranças, como pode né?! Mas pode, com a força de Deus, sem ele nada disso seria possível e, também, por ter a certeza de dever cumprido, fui a melhor mãe, amiga e cúmplice de minha filha, desde sempre. Fomos puro amor. Nossa conexão era notória em todo lugar.

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“Sei que onde está, tem olhado por nós. Sinto sua presença em mim sempre, é incrível essa sensação. Peço a Deus que nunca acabe.”

Sei que onde está, tem olhado por nós. Sinto sua presença em mim sempre, é incrível essa sensação. Peço a Deus que nunca acabe. Ao escrever esse texto, correm algumas lágrimas em meu rosto, mas não é sofrimento, é alegria de poder falar da minha eterna e inesquecível Letícia Correia Fraga. Assim é o meu amor, Letícia, minha princesa, agora minha borboleta.

Sei que está bem com Deus.
Minha borboleta
Sei que você já sabe, mas não custa dizer mais uma vez, te amo eternamente e, assim que nos encontrarmos, vou te encher de beijos e te apertar muito.
Você vai me dizer: — “Mamãe, agora é para sempre!”

(Autoria: Juliane Correia, mãe eterna da Letícia)

@lacoselutos_

@jucorreiaf

Fotos: @rafaelaoliveirafotografia (duas imagens)

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